quinta-feira, 19 de março de 2009
Hora da verdade
Desde sempre tive muita dificuldade em acertar nos tempos.
Acho-me no entanto um Homem da minha época. Chego sempre atrasado mas vou.
Cozinho e ajudo um pouco em casa mas não passo a ferro nem coso. Não sou machista, racista nem homofóbico, mas penso na minha generosidade ao não sê-lo...
Todos me falam de igualdade, mas cada vez mais gosto da diferença da justa e respeitosa diferença da compreensão e assimilação das culturas identidades e personalidades diferentes que nos fazem chegar o quão belo é a coisa diferente. As diferenças entre Homens e Mulheres, entre povos e raças, culturas e regiões. E hoje todos me falam de padrão, de norma, de coisas assépticas e híbridas. Eu quero a diferença, desculpem!
Posso ser igual às vezes pois queria que me saísse o totoloto (agora euro milhões), mas não jogo.
Se calhar também sou diferente, gosto de vinho e de bagaço e chego a usar boina (herança viva de meu pai). Não me sinto urbano pois preciso de pessoas, embora precise da cidade, por vezes sinto-me provinciano, mas canso-me. Descubro em cada pedra um encanto, e em cada noite um fascínio.
Enoja-me a informação, mas vejo-a. Leio sem escolher bem o livro ou o autor e perco-me, e mesmo que me encontre saturo-me.
Não sei bem que horas são, mas tenho fome... acho que vou beber uma imperial.
Acho-me no entanto um Homem da minha época. Chego sempre atrasado mas vou.
Cozinho e ajudo um pouco em casa mas não passo a ferro nem coso. Não sou machista, racista nem homofóbico, mas penso na minha generosidade ao não sê-lo...
Todos me falam de igualdade, mas cada vez mais gosto da diferença da justa e respeitosa diferença da compreensão e assimilação das culturas identidades e personalidades diferentes que nos fazem chegar o quão belo é a coisa diferente. As diferenças entre Homens e Mulheres, entre povos e raças, culturas e regiões. E hoje todos me falam de padrão, de norma, de coisas assépticas e híbridas. Eu quero a diferença, desculpem!
Posso ser igual às vezes pois queria que me saísse o totoloto (agora euro milhões), mas não jogo.
Se calhar também sou diferente, gosto de vinho e de bagaço e chego a usar boina (herança viva de meu pai). Não me sinto urbano pois preciso de pessoas, embora precise da cidade, por vezes sinto-me provinciano, mas canso-me. Descubro em cada pedra um encanto, e em cada noite um fascínio.
Enoja-me a informação, mas vejo-a. Leio sem escolher bem o livro ou o autor e perco-me, e mesmo que me encontre saturo-me.
Não sei bem que horas são, mas tenho fome... acho que vou beber uma imperial.
segunda-feira, 16 de março de 2009
Estarei burro
A maior parte das pessoas acredita em quase tudo o que ouve ou vê na TV, mesmo que a maioria das pessoas diga e pense mal dos jornalistas.
A hora do telejotnal é estupidificante, mas eu vejo.
A hora do telejotnal é estupidificante, mas eu vejo.
Procura-te até nunca te encontrares
As pessoas tornam-se iguais na busca pela diferença. Há sede, sede de cultura, de afirmação, de prazer. Os limites foram alterados, a fasquia está mais alta, e nem todos sabem lidar com isso. Procuram desenfreadamente algo... e perdem-se.
segunda-feira, 2 de março de 2009
As revistas cor-de-rosa e a minha abstracção
Com devido respeito por todos quantos vão lendo devorando e consumindo uma nova forma de droga legal, as revistas cor-de-rosa, estou na verdade cada vez mais farto de famosos. Para além de saber que caso não tomem banho cheiram igualmente mal, a verdade é que me parece que todos os que são e todos os «wanna be», desgastam a inteligência ao mais comum dos mortais. Poderiam interpelar-me dizendo «Mas se não gostas não vejas, não leias, não oiças…» Mas o problema é que eles estão em todo o lado.
EM TODO O LADO!
Nas festas há zona VIP, normalmente ou onde se bebe à borla ou onde se está com menos confusão ou onde se pode fumar. Nas discotecas há guest lists…ou lá o que é isso. Nas empresas há cunhas para eles e para os filhos deles, na rádio estão em todas as estações com análises surreais, na TV estão em todos os canais nos jornais têm colunas como se tratasse de jornalismo. São uma praga…
Geram emprego pois há comunicação social específica e criam imaginários e sonhos a muitos que não têm vida, nem tudo é mau… Mas confesso que me causam um pouco de urticária. Estar numa festa e ver os ninhos de vespas que os perseguem, uma «moranguita com ou sem açúcar» tem dificuldade em fazer uma coisa tão simples como ir à praia, como já assisti. Enfim não os invejo, não os desejo conhecer nessa condição, de famosos, eventualmente na de pessoas. Mas é assim, e na verdade quem sou eu…???
EM TODO O LADO!
Nas festas há zona VIP, normalmente ou onde se bebe à borla ou onde se está com menos confusão ou onde se pode fumar. Nas discotecas há guest lists…ou lá o que é isso. Nas empresas há cunhas para eles e para os filhos deles, na rádio estão em todas as estações com análises surreais, na TV estão em todos os canais nos jornais têm colunas como se tratasse de jornalismo. São uma praga…
Geram emprego pois há comunicação social específica e criam imaginários e sonhos a muitos que não têm vida, nem tudo é mau… Mas confesso que me causam um pouco de urticária. Estar numa festa e ver os ninhos de vespas que os perseguem, uma «moranguita com ou sem açúcar» tem dificuldade em fazer uma coisa tão simples como ir à praia, como já assisti. Enfim não os invejo, não os desejo conhecer nessa condição, de famosos, eventualmente na de pessoas. Mas é assim, e na verdade quem sou eu…???
Ai Portugal Portugal
Do rectângulo Atlântico. O nosso país tem muitos quês de caricato… Durante anos ouvimos que os sumptuosos lucros da banca se deviam à óptima gestão e mais aprumada e inovadora, diria mesmo pioneira capacidade de criar métodos tecnológicos adequados ao negócio. Afinal era do que já sabíamos, de pesadas taxas sobre os clientes e de um nível de endividamento acima das possibilidades, só para não falar de outras coisas…
O Governo baliza como meta fundamental a formação o que não deixa de ser um paradoxo se pensarmos que a taxa de desemprego em licenciados é superior à média nacional. A hora das verdades parece não ter fim, O Ministro diz … o Governador do banco de Portugal diz… o primeiro-ministro diz… e os factos vêm a desmenti-los de forma sucessiva. Penso sinceramente, que urge uma reflexão na sociedade portuguesa. Nem sempre a culpa é dos Generais mas que a coisa vai mal vai e é sempre nos períodos de crise que devem emergir as grandes mudanças. Por mim pode ser já. Não quero esperar mais.
O Governo baliza como meta fundamental a formação o que não deixa de ser um paradoxo se pensarmos que a taxa de desemprego em licenciados é superior à média nacional. A hora das verdades parece não ter fim, O Ministro diz … o Governador do banco de Portugal diz… o primeiro-ministro diz… e os factos vêm a desmenti-los de forma sucessiva. Penso sinceramente, que urge uma reflexão na sociedade portuguesa. Nem sempre a culpa é dos Generais mas que a coisa vai mal vai e é sempre nos períodos de crise que devem emergir as grandes mudanças. Por mim pode ser já. Não quero esperar mais.
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