José Sócrates
Uma carta de uma criança de 8 anos a José Sócrates, melhor aluno da sua classe, sem erros.
A minha mãe é boazinha dá-me muitos miminhos e faz de mim um rapaz como deve ser. Diz-me sempre para não mentir e para estudar muito para um dia vir a ser alguém.
Para nunca aceitar nada de estranhos pois pode ter droga ou mesmo coisas estragadas.
Ela diz também que eu podia ser engenheiro ou médico para fazer obras grandes ou curar pessoas.
Diz que devo sempre ser bem educadinho e paciente, nunca ser mal-educado, nem querer que os outros todos pensem como eu penso. Que há pessoas que podem pensar
diferente de mim e serem também boas pessoas.
Diz ainda que mesmo que um dia eu tenha muita força e muito poder como o Dragon Ball nunca devo usar essa força para o mal ou para fazer mal aos outros, mas sempre para o bem, mesmo que os outros nem sempre me façam o bem a mim.
Diz também que eu devo sempre acreditar nas pessoas mesmo que sejam políticos pois são muito importantes para todos e têm na mão muitas coisas difíceis para resolver e que nem tudo o que dizem deles é verdade. Mas que também não posso ser estúpido e achar que tudo o que eles dizem é verdade.
Que votar é muito importante, «um dever cívico» diz ela, acho eu, e que é nesse momento que eu devo dar as minhas opiniões para tentar mudar as coisas, não só aí, mas sempre aí. Que quando dizem que não há opção é mentira pois ela diz que nós podemos sempre escolher a nossa vida e que as opções quando não as há que temos de ser nós a mudar as coisas como foi no 25 de Abril ou de Novembro ou lá o que é.
Agora vou jogar à bola … é que eu sou do Benfica e acho que se jogar muitas vezes tenho lá lugar de certeza… e acredito que um dia há muitas coisas que podem mudar.
Zequinha
Para ser grande, sê inteiro
Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive
Ricardo Reis
terça-feira, 12 de maio de 2009
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Acredito em mudanças... mesmo que sejam para melhor
Há muito tempo que o povo português precisava de um hino... De música com a força digna de mover e motivar pessoas e coisas em torno de um objectivo comum...
Sou do tempo em que a múscia tinha um sentido muito para além da própria...
Aí estão os Xutos a bombar...
Sou do tempo em que a múscia tinha um sentido muito para além da própria...
Aí estão os Xutos a bombar...
Oncologia
Já entrei mais de muitas vezes em hospitais oncológicos...
É especial... muito especial se conseguires tirar os olhos do que ou de quem lá te levou.
É uma esforço, é bem difícil... somos egoístas e por vezes não conseguimos elevar-nos como Homens.
Sentir que é de facto nas pequenas coisas que podemos mudar o mundo. Um sorriso pode fazer toda a diferença.
Sem me querer perder mais em dissertações sobre o efeito borboleta diria que como diz Ítalo Calvino na sua Obra Cidades Invisíveis por outras palavras;
O Mundo divide-se em duas grandes categorias, aqueles que se acomodam com a merda que os rodeia e os que lutam mesmo que devagar para minorar e procurar transformar o Mundo num Mundo melhor.
Eu ainda quero ser da segunda casta e amanhã lá vou eu outra vez com um dos que mais amo à Oncologia…
É especial... muito especial se conseguires tirar os olhos do que ou de quem lá te levou.
É uma esforço, é bem difícil... somos egoístas e por vezes não conseguimos elevar-nos como Homens.
Sentir que é de facto nas pequenas coisas que podemos mudar o mundo. Um sorriso pode fazer toda a diferença.
Sem me querer perder mais em dissertações sobre o efeito borboleta diria que como diz Ítalo Calvino na sua Obra Cidades Invisíveis por outras palavras;
O Mundo divide-se em duas grandes categorias, aqueles que se acomodam com a merda que os rodeia e os que lutam mesmo que devagar para minorar e procurar transformar o Mundo num Mundo melhor.
Eu ainda quero ser da segunda casta e amanhã lá vou eu outra vez com um dos que mais amo à Oncologia…
terça-feira, 21 de abril de 2009
Impressionante
Confesso que já vi este vídeo dezenas de vezes ...
É-me deveras impressionante... fico, como muitos, com a impressão da antevisão da morte...
É-me deveras impressionante... fico, como muitos, com a impressão da antevisão da morte...
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Ai Abril que já foste...
«Quem lá vem dorme à noite ao relento na areia» e «cala notícias do meu país».
Nasci em 1974, em Abril, os mesmos volvidos que a Revolução dos Cravos, que me fazem pensar nos tempos do actual Abril.
O espírito da revolução permanecerá na ideia de alguns dos mais velhos, nos mais novos de certo pouco ou nada, muitos desconhecem as motivações, os valores, as causas e até as consequências.
Liberdade será a palavra que de imediato todos responderão se lhes for pedida só uma, mas de certo nem todos esboçarão um sorriso ao pensar em Abril.
A dualidade das personalidades. Otelo, herói da revolução ou terrorista, Soares, democrata ou culpado da descolonização, Vasco Gonçalves, líder ou ditador, Cunhal, lutador ou manipulador, Sá Carneiro, genial ou fascista, Eanes, libertador ou bloqueador.
Cada um fará a sua leitura, o seu sentido, a hierarquia da importância dos acontecimentos e das personagens. O que interessa é que todos são história e presente de um Portugal que tenta reconstruir-se da descolonização, da entrada numa Europa que a cada dia dá passos para uma unificação, num mundo mais exigente, tecnológico, desequilibrado e desumanizado.
É importante ensinar a História aos nossos filhos, mas será certamente mais importante ensinar a pensar um futuro. Tão justo quanto o possível (que expressão feia), em que sejamos solidários mas exigentes, democratas mas não permissivos, genuínos sem ser rudes, verdadeiros face aos princípios dos Homens e a si mesmos. O que é hoje Abril? História? Ou algo mais? Não sei, mas o que interessa é o futuro. O nosso, o dos nossos filhos, o do nosso país, que em tão grande crise económica, político-partidária, de valores, de crença nas instituições e de esperança, se encontra.
A culpa morre solteira entre «Eles», sempre os outros, esquecendo a nossa culpa individual, a nossa responsabilidade colectiva que nasceu nos tempos de Abril, mas que se calhar não cresceu o suficiente. Sim, Zequinha, também tens culpa. De cada vez que não pedes factura, de cada vez que não declaras impostos, de cada vez que dás um jeitinho a um amigo na fila do pão.
Não sou astrólogo nem vidente, mas sou um optimista que acredita na História de Portugal e nos portugueses. Mas quero acima de tudo acreditar no futuro, num futuro colectivo que nos traz mais, muito mais alegrias e coisas boas que nos possam levar além da nossa própria angústia. Nós somos hoje os nossos principais inimigos e essa luta só podemos travar connosco mesmo. Não será fácil, não será justo, mas é uma batalha que podemos vencer. Mais uma.
Mas como cantava José Mário Branco: «E se todo o Mundo é composto de mudança, vamos dar-lhe a volta que ainda o dia é uma criança.»
PS: Não queria usurpar canções à esquerda conservadora e por isso peço desculpa.
Nasci em 1974, em Abril, os mesmos volvidos que a Revolução dos Cravos, que me fazem pensar nos tempos do actual Abril.
O espírito da revolução permanecerá na ideia de alguns dos mais velhos, nos mais novos de certo pouco ou nada, muitos desconhecem as motivações, os valores, as causas e até as consequências.
Liberdade será a palavra que de imediato todos responderão se lhes for pedida só uma, mas de certo nem todos esboçarão um sorriso ao pensar em Abril.
A dualidade das personalidades. Otelo, herói da revolução ou terrorista, Soares, democrata ou culpado da descolonização, Vasco Gonçalves, líder ou ditador, Cunhal, lutador ou manipulador, Sá Carneiro, genial ou fascista, Eanes, libertador ou bloqueador.
Cada um fará a sua leitura, o seu sentido, a hierarquia da importância dos acontecimentos e das personagens. O que interessa é que todos são história e presente de um Portugal que tenta reconstruir-se da descolonização, da entrada numa Europa que a cada dia dá passos para uma unificação, num mundo mais exigente, tecnológico, desequilibrado e desumanizado.
É importante ensinar a História aos nossos filhos, mas será certamente mais importante ensinar a pensar um futuro. Tão justo quanto o possível (que expressão feia), em que sejamos solidários mas exigentes, democratas mas não permissivos, genuínos sem ser rudes, verdadeiros face aos princípios dos Homens e a si mesmos. O que é hoje Abril? História? Ou algo mais? Não sei, mas o que interessa é o futuro. O nosso, o dos nossos filhos, o do nosso país, que em tão grande crise económica, político-partidária, de valores, de crença nas instituições e de esperança, se encontra.
A culpa morre solteira entre «Eles», sempre os outros, esquecendo a nossa culpa individual, a nossa responsabilidade colectiva que nasceu nos tempos de Abril, mas que se calhar não cresceu o suficiente. Sim, Zequinha, também tens culpa. De cada vez que não pedes factura, de cada vez que não declaras impostos, de cada vez que dás um jeitinho a um amigo na fila do pão.
Não sou astrólogo nem vidente, mas sou um optimista que acredita na História de Portugal e nos portugueses. Mas quero acima de tudo acreditar no futuro, num futuro colectivo que nos traz mais, muito mais alegrias e coisas boas que nos possam levar além da nossa própria angústia. Nós somos hoje os nossos principais inimigos e essa luta só podemos travar connosco mesmo. Não será fácil, não será justo, mas é uma batalha que podemos vencer. Mais uma.
Mas como cantava José Mário Branco: «E se todo o Mundo é composto de mudança, vamos dar-lhe a volta que ainda o dia é uma criança.»
PS: Não queria usurpar canções à esquerda conservadora e por isso peço desculpa.
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